A perinatologia tem como principio melhorar a assistência, o binômio materno fetal, aproximando a obstetrícia da pediatria (neonatologia).
Não fracionar a mãe do filho é a arte onde a saúde de ambos se confunde, e deve ser entendida na sua
plenitude. Assim, garante-se que o profissional da obstetrícia tem que conhecer e preocupar-se com o recém-nascido, e na contrapartida o profissional da pediatria deve ter o olhar profundo sobre os eventos do
pré-natal e parto.
Na década de 60, a perinatologia tomou força quebrando paradigmas com a valorização da clínica obstétrica e neonatal, além do surgimento de tecnologias importantes como a cardiotocografia/amniocentese/
amnioscopia/a coleta de sangue do couro cabeludo fetal e transfusão intra-uterina intraperitoneal (Liley).
Na década de 80, a medicina fetal chegou trazendo avanços extraordinários, como ultrassonografia de
qualidade/cordocentese/transfusão intra-uterina/intra-vascular, traduzindo que o feto deve ser tratado como
um paciente.
No III milênio, vimos chegar à tecnologia de ponta como USG 3D-4D/cirurgia fetal/fetoscopia com melhorias absolutas e em especial com a interação humanizada com a paciente.
Todo o conhecimento adquirido associado a instrumentais equipamentos avançados vieram para cuidar
do avanço na qualidade e na quantidade de vida para mãe e seu filho, mostrando-nos de forma verdadeira o
aforismo clássico da perinatologia, onde “o trófeu do obstetra e pediatra é a mãe saudável em casa com seu
rebento saudável, amamentando”.
By Waldemar Naves do Amaral